Publicado em: 30/11/2018 ás 15:43:00 Autor: Cida de Sousa Fonte: Ascom

O Dia Mundial de Combate à AIDS foi internacionalmente definido como o dia 1º de dezembro. A data serve para reforçar o esforço da luta contra a AIDS, promover troca de informações e criar um espirito de tolerância social. A enfermeira e coordenadora do programa IST AIDS/HIV, Tauge Marione, tirou as principais dúvidas sobre essa infecção sexualmente transmissível.

Qual a diferença entre HIV e AIDS?

Geralmente se fala em HIV e AIDS na mesma frase, porém, embora relacionadas são duas coisas completamente diferente. O HIV é um vírus que infecta os seres humanos, ataca o sistema imunológico, causa mal funcionamento e torna a pessoa doente. HIV é a sigla para vírus da imunodeficiência humana.

Já a AIDS é uma condição médica composta por uma variedade de doenças que ocorrem porque o HIV interfere na capacidade do corpo lutar contra outras infecções. AIDS é a sigla para síndrome da imunodeficiência adquirida.

Como ocorre a infecção do HIV e quais as maneiras de evitar?

O HIV passa de uma pessoa para outra quando certos fluídos corporais (sangue, sêmen, secreções vaginais, líquidos retais e leite materno). A segunda maneira mais comum de contrair o HIV é por meio de compartilhamento de seringas, agulhas ou outros equipamentos de injeção contaminados.

 

Quais são os sintomas do HIV?

No começo da infecção os sintomas são muito parecidos com os de uma gripe comum, incluindo febre e mal-estar. Outros sintomas são:

  • Diarreia prolongada
  • Emagrecimento
  • Fraqueza
  • Problemas no pulmão
  • Aumento do fígado e baço
  • Surgimento de úlceras orais, anais ou genitais

Quais os exames que detectam o HIV?

Há no Brasil dois exames laboratoriais (Elisa e Western Blot) que utilizam amostras de sangue ou testes rápidos capazes de detectar os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo ou amostra de saliva. Em alguns casos o médico pode pedir para que o teste seja refeito depois de 90 dias.

A AIDS tem cura ou tratamento?

Infelizmente, a infecção pelo HIV não tem cura, pois o vírus não pode ser eliminado do corpo. Entretanto tem tratamento. Desde 1996 o SUS oferta medicamentos gratuitamente para todos aqueles que precisam. Estes remédios não mata o vírus mas evita o comprometimento do sistema imunológico. Estima-se que cerca de 450 mil pessoas fazem uso dos medicamentos conhecidos como “coquetel anti-aids”.

Existem medicamentos que são utilizados para impedir a contaminação pelo vírus HIV. Você pede definir o que é PrEP e PEP?

A PEP é a sigla para Profilaxia Pós-Exposição e deve ser utilizada depois que a pessoa não infectada teve um possível contato com o vírus. Trata-se de um medicamento antirretroviral que tem como objetivo impedir que a pessoa seja infectada. Costuma-se utilizar em situações como: violência sexual; relação sexual desprotegida; acidentes com instrumentos de trabalho possivelmente infectados, como agulhas ou seringas.

Já a PrEP, profilaxia pré-exposição, é uma classe de medicamentos que é tomada antes da exposição ao vírus HIV e tem como objetivo diminuir a probabilidade de infecção. Só deve ser utilizada por pacientes que podem ter alto risco de contaminação por HIV.

 

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